sábado, 18 de junho de 2011

Notícia: Do mutismo à Rádio Difusão

Não sei exatamente quando chegaram os primeiros receptores de rádio em Feira o que se sabe que em 1948 que o antigo cabeleireiro Pedro Mattos, então proprietário de uma gráfica, conseguiu a inacreditável façanha de fundar e instalar a primeira Estação de Rádio de Feira de santana, com o nome de Rádio Sociedade de Feira de Santana, com o prefixo ZYR 3 e com 250 Watts de potência.Logo vieram os serviços de auto-falantes. Os primeiros chegaram com os parques de diversão que se instalavam na Praça Padre Ovídio por ocasião dos festejos da Padroeira. E depois como veículo social de mensagens e dedicatórias musicais de aniversários, de namorados e muito romantismo. Evoluiu para organização comercial explorando todas as áreas do ramo, com fins lucrativos.
Somente quem conheceu as dificuldades da época, pode avaliar o mérito de Pedro Mattos em conseguir para Feira de Santana a primeira rádio transmissora. Foi um heróico trabalho feito por um gigante pioneiro. Em dez anos a cidade saía das trevas estreitas do mutismo para uma rádio emissora de notícias para toda a região. E observem que aquele pioneiro não era rico nem erudito; era inteligente e criativo, e acima de tudo, amava Feira de Santana.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Rádio Digital

Será que vale a pena investir?
Por Michele Monteiro

A reestruturação do rádio

No período mais duro do regime militar, o quadro da radiodifusão brasileira começa a se alterar com o início das trasmissões regulares e comerciais em frequência modulada. As primeiras emissoras voltam-se a transmissão da chamada música ambiente, mas ao longo dos anos 70, ganham o publico jovem, seguindo modelos norte-americanos de programação.

A partir da segunda metade da década, começa a ocorrer uma segmentação proporcionada, em princípio pela divisão do espectro em dois ramos com características próprias de som e abrangência. Seguindo a tendência verifica após o final do rádio espetáculo, as estações de amplitude modulada concentram-se no jornalismo, nas coberturas esportivas e na prestação de serviço a população. Nas FM's predominam a música. Inicia assim um processo de divisão do público que vai se consolidar nos anos 80. Nesta nova realidade, o rádio reestrutura-se e, mesmo sem recuperar o faturamento de outras épocas, reposiciona-se no mercado.

O projeto Minerva foi um programa de rádio brasileiro elaborado pelo Governo Federal, que teve por finalidade educar pessoas adultas. Todas as emissoras do país eram obrigadas a transmitir a sua programação. Foi criado pelo então Serviço de Radiodifusão Educativa do Ministério da Educação e Cultura. Iniciou suas transmissões em 1º de setembro de 1970. O nome Minerva é uma homenagem à deusa romanada sabedoria. Com resultados discutíveis ao longo de seus quase 20 anos, o projeto Minerva saiu do ar dia 16 de outubro de 1989.

A Empresa Brasileira de Comunicação - Radiobrás foi uma empresa pública do governo federal do Brasil criada em 1975 para gerir de maneira centralizada todas as emissoras de rádio e televisão do Governo Federal espalhadas pelo país. Em 1988 funde-se com a Empresa Brasileira de Notícias, sucessora da antiga Agência Nacional, e muda sua denominação para Empresa Brasileira de Comunicação. Desde então, já foi vinculada ao Ministério das Comunicações, ao Ministério da Justiça e subordinada diretamente à Presidência da República

A decadência do rádio

No Brasil, o surgimento da televisão, fez com que a audiência do rádio caísse. Se para o povo poder ouvir a voz de uma pessoa que está longe por meio de um aparelhinho, imagine ver e ouvir a pessoa, saber da situação e ver. O povo achou aquilo o máximo, e abandonou o rádio. Mas no início da implantação da televisão, os receptores ainda eram caros e escassos, o que garantiu por um tempo a permanência do rádio, mas com o advento de novas tecnologias e empresas concorrentes construindo seus transmissores e receptores e o início dfa TV Tupi, de São Paulo, o rádio começou a cair.

Em 1950, havia apenas 200 aparelhos da cidade contrabandeados por Franscisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Melo, por que naquela época custava em torno de 9 mil cruzeiros, o equivalente a três vezes o preço de uma vitrola de qualidade.

No início a televisão não conseguiu muitos anunciantes, já que eles não confiavam nesse novo meio de comunicação. Em 1955 o rádio ainda concorre bem com a televisão, mas a TV Rio enfrenta alguns problemas nesse ano, o que faz com que o rádio conquiste vantagem nessa briga pela audiência.

Juscelino Kubitschek de Oliveira foi eleito no dia 3 de outubro de 1955, e com o seu projeto de evoluir "Cinquenta anos em cinco" o Brasil alcança uma confortável estabilidade econômica, que só foi abalada em 1958 com o crescimento da inflação. E com esse plano de fundo, a direção da Nacional pede a concessão de uma emissora de TV, com medo da concorrência, Assis Chateaubriand mobiliza-se a fim de impedir que Jucelino desse a consseção, chegou a viajar com JK e aconselhá-lo a fazer o contrário.

Por Daniela Araújo

O Império de Assis Chateaubriand


As duas faces da moeda. Assis Chateaubriand mal visto por uns, ícone para outros.

Seu império era composto por diversas associações e compromissos políticos, agregando os mais importantes veículos e jornais da época. Além da radiodifusão, Chatô, assim conhecido, iniciou as transmissões regulares na televisão. Por ser um novo veículo não causou tanto impacto de imediato ao já consolidado rádio. Nesse período somou-se ao poder do rádio a notícia do suicídio de Getúlio Vargas onde associaram a oposição de Chatô como um dos causadores da morte de Getúlio, como se a pressão do rádio e da comunicação de massa tivesse feito o ex-ditador ver a morte como única saída.

O povo se revolta e incendeia carros e destrói estações de rádio componentes do conglomerado de Chatô, gerando um prejuízo de cinco milhões de dólares na época. Mesmo assim sobrevive aos ataques, porém começa a declinar lentamente em 1960, quando ele descobre que tem trombose cerebral, 8 anos depois, Chatô falece.

A crise acelera e gradativamente várias empresas de Chatô e suas associadas vão se definhando vindo a tornar-se menos de um terço do que representavam em seu apogeu.

Por Ariane Marques

Nasce o radiojornalismo

O radiojornalismo ganha notoriedade no período da 2ª G.M. com patricínio da Esso Brasileira de Petróleo criando o noticiário Repórter Esso que era transmitido de segunda à sábado tendo cinco edições diárias.

Com bastante influência dos formatos dos Estados Unidos o Repórter Esso ganhou tanta credibilidade que funcionava como um noticiário de plantão, chegando a interromper programações para transmitir qualquer notícia considerada relevante e de alta necessidade.

Mesmo pós-guerra o noticiário continuou pois já havia conquistado o público e um dos ápices do radiojornalismo foi quando o locutor Leo Batista anunciou o suicídio do atual presidente do Brasil, Getúlio Vargas.

Em 1962, o noticiário ganha dimensão nacional quando é transferido para a emissora Globo, propriedade de Roberto Marinho. Seis anos depois, em 1968 seria transmitida a última edição do Repórter Esso, onde Roberto Figueiredo se despede dos ouvintes com uma retrospectiva dos principais acontecimentos que já passaram pelas transmissões do noticiário desde 1941.

Por Cláudio Boaventura Júnior 

Apogeu do rádio espetáculo

Pode até parecer uma época imemorial, mas até bem pouco tempo atrás, a televisão era apenas um sonho para a maioria das famílias de todo mundo que não cultivassem um patamar financeiro mais risonho. Entre as décadas de 40 e 50, o rádio era o meio de difusão mais popular entre todas as classes sociais nos mais diversos países e um dos meios de entretenimento mais famosos e hipnotizantes que ofereciam eram as radio novelas.
Foi exatamente no dia 5 de junho de 1941 que a história do rádio ficou marcada na memória dos brasileiros como a data mais importante do rádio-teatro. Exatamente às dez e meia da manhã, Aurélio Andrade anunciou ao microfone da Rádio Nacional do Rio de Janeiro: "Senhoras e Senhores, o famoso Creme Dental Colgate apresenta... o primeiro capítulo da empolgante novela de Leandro Blanco, em adaptação de Gilberto Martins... EM BUSCA DA FELICIDADE". Um vento de emoção varreu o país de norte a sul. Era a primeira autêntica história seriada radiofônica, que haveria de durar 2 anos e que marcaria uma época, assinalando novos rumos, abrindo novos horizontes, expandindo negócios e as oportunidades artísticas brasileiras e que perduram até hoje nas novelas televisadas. Alguns artistas dessa rádio-novela fizeram carreira na TV e no cinema, como Rodolfo Mayer e Brandão Filho.



O humor radiofônico surgiu em 1931, na Radio Sociedade do Rio de Janeiro, com um programete de cinco minutos intitulado Manezinho Quintanilha. Ao longo dos anos 30, também surgiram duplas humorísticas caipiras com Alvarenga e Ranchinho ou Jararaca e Ratinho. Os grandes programas do gênero popularizam-se mesmo na década de 40. O formato destes programas sobreviveria ao fim do radio espetáculo.