sexta-feira, 17 de junho de 2011

Apogeu do rádio espetáculo

Pode até parecer uma época imemorial, mas até bem pouco tempo atrás, a televisão era apenas um sonho para a maioria das famílias de todo mundo que não cultivassem um patamar financeiro mais risonho. Entre as décadas de 40 e 50, o rádio era o meio de difusão mais popular entre todas as classes sociais nos mais diversos países e um dos meios de entretenimento mais famosos e hipnotizantes que ofereciam eram as radio novelas.
Foi exatamente no dia 5 de junho de 1941 que a história do rádio ficou marcada na memória dos brasileiros como a data mais importante do rádio-teatro. Exatamente às dez e meia da manhã, Aurélio Andrade anunciou ao microfone da Rádio Nacional do Rio de Janeiro: "Senhoras e Senhores, o famoso Creme Dental Colgate apresenta... o primeiro capítulo da empolgante novela de Leandro Blanco, em adaptação de Gilberto Martins... EM BUSCA DA FELICIDADE". Um vento de emoção varreu o país de norte a sul. Era a primeira autêntica história seriada radiofônica, que haveria de durar 2 anos e que marcaria uma época, assinalando novos rumos, abrindo novos horizontes, expandindo negócios e as oportunidades artísticas brasileiras e que perduram até hoje nas novelas televisadas. Alguns artistas dessa rádio-novela fizeram carreira na TV e no cinema, como Rodolfo Mayer e Brandão Filho.



O humor radiofônico surgiu em 1931, na Radio Sociedade do Rio de Janeiro, com um programete de cinco minutos intitulado Manezinho Quintanilha. Ao longo dos anos 30, também surgiram duplas humorísticas caipiras com Alvarenga e Ranchinho ou Jararaca e Ratinho. Os grandes programas do gênero popularizam-se mesmo na década de 40. O formato destes programas sobreviveria ao fim do radio espetáculo.

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